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terça-feira, 4 de junho de 2013

Produtos Naturais

Meus pães estão ficando cada vez mais sofisticados! Depois de muita procura, encontrei em Santa Maria o pó de uva e a farinha de beterraba para colocar na massa do pão. Tenho me deparado com uma demanda cada vez maior por produtos orgânicos, naturais. Meus pães ainda não são orgânicos pelo motivo principal: custo. A farinha de trigo orgânica custa mais de R$10,00 o quilo. Totalmente inviável! Mas tenho feito com produtos minimamente industrializados.
O fermento, vocês já sabem, bem natural. Ovo vindo da fazenda. Acho até que nunca fiz pão com ovo de granja, comprado em mercado. Na fazenda, as galinhas ficam encerradas no galinheiro, ao lado da horta. Todo dia, além do milho, elas comem as hortaliças que sobram do desbaste. Quem vai a horta colher verduras já conta com uma mesinha para picar as folhas, ao lado do galinheiro. Elas adoram! Parece bobagem, mas se você analisar o que nas granjas comerciais as galinhas comem, já pode supor a diferença em relação ao ovo, né?
Pois bem, além do fermento e dos ovos, o pão leva gordura e geralmente coloco banha, que também veio da fazenda, bem cheirosa! Os porcos, além de bem alimentados com farelo, recebem suplemento de tudo que sobra no cercado. Abóbora, mandioca, também o que sobra da cozinha, onde existe um coletor de cascas de legumes, frutas e verduras. Todo dia, alguém leva o baldinho para os porcos. Penso sempre que, antigamente, meus avós e tios que moravam na colônia e só comiam banha e produtos produzidos e feitos por eles viviam com uma saúde de ferro. Nunca soube de alguém que tenha tido câncer. Não existia azeite e nem gordura vegetal hidrogenada.
Devaneios a parte, voltando ao pão, o açúcar, confesso, uso o refinado. Nada natural. Mas o pão de aveia, granola e mel, leva mel ao invés do açúcar. Já no pão integral coloco açúcar mascavo. Tenho sugestão de uso de açúcar orgânico, e outra de comprar o açúcar mascavo dos produtores. Sugestões aceitas.
Então, meus amigos, tenho procurado fazer o pão o mais natural possível. Agora com a farinha de beterraba, posso deixá-lo rosa, assim como já colori com espinafre processado. O pó de uva não deixa tão colorido quanto a farinha de beterraba, mas temos que analisar os outros benefícios também. Já a farinha de beterraba achei excelente para aquelas crianças que detestam comer o legume. Não precisa ser adicionada só no pão. Massas caseiras, sopas, batidas... Tem muitas aplicações.
            Então é isso, gente! Hoje me excedi no assunto, mas adoro fazer pão, ainda mais esse que é alquimia pura. Um ótimo dia e ate o próximo post.


sábado, 25 de maio de 2013

Pão de Espinafre




Vamos falar de pão?
Então seguidores... Dando continuidade ao tema “Pão de fermento natural”, já bem abordado anteriormente, falaremos do pão de espinafre. Você gosta de espinafre? Sabe dos seus benefícios? Além da força do Popeye, este vegetal folhoso contém muitas propriedades, que podem ser adicionadas no nosso pão de cada dia.
O espinafre é uma planta que se adapta bem ao clima temperado. Para nós, gaúchos, a safra está começando e vai até o início da primavera. Período excelente para utilizá-lo nas nossas receitas.
            Rico em ferro, capaz de erradicar a anemia e a desnutrição, também elimina o cansaço e fortalece o sangue; cálcio e o fósforo são excelentes para os ossos e os dentes além da construção dos músculos.
           A vitamina A presente na planta auxilia na visão, vigor da pele e previne infecções. Os nutrientes do Complexo B também atuam positivamente na epiderme, favorecem os sistemas digestivo e nervoso, impedem que os cabelos caiam.
           No quesito medicinal o espinafre ainda é indicado para lutar contra a hipertensão, a hemofilia, pedras nos rins, artrites, escorbuto e diarréias. Ele é igualmente bom para o intestino, especialmente no caso de prisão de ventre, pois tem qualidades laxantes. fonte

         E por que não colocar todas essas propriedades no pão? Foi o que fiz. Com o mesmo fermento natural, feito com batata, adicionei um maço de espinafres passado no liquidificador.
          O frio tem prejudicado bastante o crescimento do pão. Para auxiliar, liguei uma estufa de 2 prateleiras para colocá-los. Nem por isso o tempo de espera reduziu. Cilindrei pela manhã para assá-los a noite. Não tirei foto do lento e gradativo crescimento.


           O resultado ficou muito bom. Levemente adocicado, embora ache que não perderia sabor se fosse salgado. Os formatos, pão de forma e pão de canapé, foram super aprovado.
             E você, já pensou em como comer o espinafre hoje?





quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dia de Pão Caseiro


Gostaria de dividir com vocês a experiência com o pão de fermentação natural em minha família.
Venho de uma família com antepassados vindos da Itália. Tanto pelo lado materno como pelo paterno, meus bisavós e tataravós vieram para o Brasil “fazer a América”. Refugiados ou não, trouxeram além dos poucos bens, uma grande bagagem cultural, muito rica, e dentre seus usos e costumes o pão foi um deles.
Quando eu era pequena e ia para a “colônia” (assim chamávamos a região de Faxinal do Soturno, Nova Palma, onde hoje, modernamente, chama-se de Quarta Colônia), o café da manhã na casa de meus avós paternos era um banquete. Lembro muito bem do pão, bem grande e alto, cujas fatias precisavam ser cortadas ao meio para que minhas pequenas mãos pudessem agarrar. Era o milenar pão de fermentação natural, que junto do queijo, de aroma e sabor bem forte, fizeram parte das recordações da minha infância na casa da “Nona”.
Já pela parte materna, a presença do pão também foi bastante forte e até hoje minhas tias fazem, e de onde veio o meu fermento.
Minha “Vózinha” fazia as “bimbas” e eu a ajuda. Era um rolinho de massa que dávamos um nó, fazendo parecer um caramujinho. Ficava grande depois de assado, claro, e essa era o motivo de minha ansiedade: ver que tamanho iria ficar.
Minhas tias só comem esse pão, até hoje. Adoro pão de qualquer jeito, os feitos com fermento seco ou fresco gosto bastante. O problema é a azia, principalmente quando o pão é comido quente.
Meu pai faz a dieta do mediterrâneo desde que soube de seus problemas de hipertensão e obstrução da artéria, e sempre que comia qualquer tipo de pão, inclusive o mais simples, o pão francês, ele sempre reclamava que sentia os dedos das mãos inchados e, por isso, diminuiu ou quase retirou o pão da dieta diária. Mas um único pão não provocava esses sintomas: o pão de fermentação natural.
Hoje faço o pão e congelo. Sempre que posso, mando ou levo para meu pai e ele sempre comenta que esse pão ele pode comer.
Não sei por que isso acontece, mas apesar de ir ovos (geralmente da fazenda), banha ou azeite de oliva, ele é um pão que alimenta e de fácil digestão. Sem falar que tem uma durabilidade maior.
Toda semana tenho feito pão caseiro. E aqui no blog vocês podem conhecê-lo.
Hoje começo o fermento para assar amanhã!


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Depois de uma longa espera... pão assado!

Pão com fermentação natural é assim mesmo, demora uma eternidade para ficar pronto. Pior é que quanto mais o tempo passa, maior a vontade de comê-lo.
Ontem à noite assei o pão que mostrei aqui. Gente, mas ficou bom! Ficou parecendo pão sovado de mercado, super fofinho. Não entendi muito bem o que aconteceu, mas acho que como renovei o fermento 2 vezes, o poder de crescimento dele estava a mil!
Cada pãozinho ficou com aproximadamente 90g depois de assado. Não reduziu tanto quanto pensei. Acho que foi porque deixei a massa mais firme para sovar.
Agora é controlar a quantidade, se possível, de ingestão diária. Muito difícil! Apesar dos benefícios do azeite de oliva e da farinha de trigo integral, não se pode abusar.







quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pão integral



Toda pessoa que resolve fazer uma dieta se depara com uma infinidade de produtos light, integral, rico em fibras, e um monte de informação com o único propósito: baixar o consumo calórico.
Vocês já viram que eu adoro “lidar na cozinha” e busco sempre aquelas receitas mais simples, mas com sabor de casa da vovó, de fazenda, ou seja, de nostalgia. Aqui partilhei o meu aprendizado com os pães de fermentação natural utilizando batata inglesa. Depois daí, não parei mais de fazer pão. Mas o bendito é tão bom que agora que estou tentando entrar numa dieta, precisei modificar a receita.
Hoje que o tempo não está favorecendo o preparo de bolachas, então, com as previsões do tempo cada vez mais precisas, comecei ontem o fermento e hoje me pus a lidar na massa. Decidi que faria com farinha de trigo integral além da normal, e substitui a banha pelo azeite de oliva extra virgem. Mantive o ovo, o açúcar e o sal. Cilindrei a massa e o resultado vocês podem ver,


Pensei em fazer pães de 100g de massa crua, que deverá render pãozinho de 60g mais ou menos. Tudo isso, claro, se der certo!

Amanhã mostro o resultado!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pão com fermento natural


Olá gente! Retorno hoje aos posts. Depois de ter publicado no dia 10 de janeiro, voltei a São Gabriel e continuei no ofício que consumiu um bom pedaço de minhas breves férias. Não vou publicar mais fotos de lãs porque acho que vocês já foram brindados com várias fotos. Continua tudo a mesma coisa, só se alteram as cores, apenas isso.
Estou no aguardo da cardadeira que esta vindo de Wisconsin, EUA. Ao que me consta, já esta no Brasil, mas até chegar à minha casa será um longo percurso. Eu espero.
Minhas amigas estão ávidas por postagens, por novidades...
Ok!
Minha justificativa para a demora é bem simples: Calor demais!
Gente, eu moro num apartamento bem ensolarado. Imaginem costurar, suando as mãos e grudando os dedos no tecido. Assar biscoitos uma manhã inteira e depois decorá-los! Não posso me dar ao luxo de passar com o ar ligado, não posso. As Coisas da Vivi não podem ficar caras, né?
Estou aguardando a chegada dos muitos livros de cookies e novos cortadores que minha irmã trará dos EUA. Ela retorna ao Brasil nesta semana, no entanto, minhas encomendas só estarão em minhas mãos no início de março.
A novidade é que fiz algumas receitas para testar. Ainda não encontrei a de alfajor perfeita. O alfajor de maisena fiz 3 vezes. Mais que testada, essa receita é uma delícia! Sempre faço várias vezes a fim de me certificar que vocês também irão gostar. E acho que ficaram ótimas! 
No carnaval, fui visitar minhas tias e trouxe um pouco de fermento feito de batata. Era um desejo antigo que finalmente realizei: fazer pães com fermentação natural. Qual a diferença? Eu explico.
Todo pão precisa de fermento. Os mais utilizados são o seco ou o fresco. Eles são excelentes, sem dúvida. Nos pães esporádicos que fiz, utilizei ou um, ou outro. São práticos e seguros, ou seja, não tem erro. O problema é que sinto uma azia pavorosa, principalmente ao comer o pão quentinho.
O fermento natural é um exercício de paciência.Demora  dois dias para o pão ficar pronto. Renovo o fermento pela manhã para fazer a esponja à noite, no outro dia pela manhã sovo e só à tarde posso assar. Mas compensa pelo fato de não dar azia e ficar super gostoso!
Olhem como o pão cresceu...







Desejo uma excelente semana a todos vocês!
Beijão